domingo, 16 de maio de 2010

Sonhos, lutas e vitórias cap 003

MINHA CASA
Logo na entrada de uma vila de casas de madeira, com jenipapeiro na entrada, era um pequeno quarto, de madeira, todo pintado de branco, situado em uma parte abarrancada na Doca Souza Franco próximo da Boaventura, ao lado da Casa Pinheiro mercearia do seu Adriano (português), só tinha uma porta de duas folhas e uma janela corrediça, sendo as moradoras das outras casas, D. Rita que vendia tacacá, D. Conceição, D. Tomásia e em frente era casa do Dr. Acúrcio Cavalero de Macêdo .
MINHA CASA INTERNAMENTE
Ao entrar, à direita, via-se primeiramente um velho sofá de vime, depois, um baú grande, trabalhado em couro cru, enfeitado com tachas de cobre reluzentes, onde se liam as iniciais “ J L “ , pois fora de meu avô. Uma prateleira, ao fundo, era uma mistura de porta-espelho, guardador de pucarinas com talcos, buiões com vaselina, porta-perfumes e um altar onde estavam imagens de N. S. da Conceição, São José do Ribamar, Sto Antonio e mais um quadro de N.S. do Perpétuo Socorro. Do lado esquerdo, estavam minha cama de tela com um velho colchão de capim, uma mesa, um banco de madeira e aos fundos um fogão de barro enegrecido pela fumaça, cinzas e carvão.
Aquele vão era ao mesmo tempo: sala, sala de jantar, cozinha e dormitório.
Uma lamparina a querosene, colocada na parede, à noite, me iluminava, para estudos, sonhos e dormidas.

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